A notícia sobre a descoberta surgiu nas redes sociais na segunda semana de junho de 2022 e afirma que cientistas teriam descoberto uma cidade soterrada na Amazônia. Chamada de Ratanabá, a cidade teria cerca de 450 milhões de anos e enorme riqueza, numa área que corresponderia ao tamanho da cidade de São Paulo, e essa abundância de recursos estaria atraindo ONGs e países vizinhos interessados em roubar tudo de nós!
Será que essa história é real?
Verdade ou mentira?
Apesar do assunto ficar em evidência nas redes sociais em junho de 2022, há registros da suposta descoberta da cidade perdida de Ratanabá há mais de uma década, e todas elas parecem ter surgido de um único autor: o mesmo criador do famoso ET Bilu.
O criador da lenda de Ratanabá também esteve envolvido em diversas outras histórias, como a da teoria da Terra Convexa (teoria que afirma que a Terra não é redonda e nem plana, mas convexa). Dessa vez, sob o guarda-chuva de uma entidade de pesquisas (que ainda não tem nenhuma pesquisa publicada em periódicos científicos).
Segundo a empresa de pesquisas liderada pelo pai do ET Bilu, a tal cidade perdida Ratanabá teria existido há cerca de 450 milhões de anos, sendo a primeira capital do mundo. No entanto, é pouco provável que isso tenha acontecendo de fato, uma vez que os dinossauros foram extintos há 65 milhões de anos e os primeiros hominídeos (Homo habilis) surgiram por aqui entre 2,4 e 1,5 milhões de anos.
Sobre as imagens
Os criadores da lenda de Ratanabá afirmaram em junho de 2022 que a descoberta da cidade perdida foi possível graças a imagens aéreas feitas com a ajuda de laser e que as formas simétricas da região somente poderiam ser feita por uma civilização avançada, visto que – de acordo com o CEO da empresa – formas assim não ocorrem na natureza.
Mas a verdade mesmo é que descobertas de formas simétricas como essas já haviam sido feitas um mês antes em uma região da Bolívia, distante de onde estaria Ratanabá.


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